Abancada à escrivaninha...
Encerrada a fase clausura pro 2ª fase! Durante a temporada tive a impressão de que tudo andava girando em torno do Exame de Ordem. Pessoas, livros, notícias, todos ao par do evento. Nesse clima a família telefona reiteradas vezes para acompanhar a tensão. A vó Zinha faz até uma novena e invoca toda proteção das divindades.
E de repente apercebe-se que o tempo todo é isso. É o vestibular, a carteira de habilitação, o primeiro emprego, o concurso...
Mas aquilo ali terminou. Ontem saí de curriculum debaixo do braço à procura de emprego. E de repente: nunca tinha visto tanta gente fazendo a mesma coisa! Enquanto passeava de canto-a-canto à busca das agências via dezenas de outros sujeitos salpicados na massa andante no mesmo passo, carregando semelhante intenção.
A procura antes do carnaval é estratégica. A chance de que ocorra um advento desses trabalhísticos é reduzida, o que aumenta a probabilidade de expandir a temporada do "ócio criativo".
De volta à vida cotidiana-cíclica, rio enquanto posso. Eis aí meus serviços à disposição. Alguém, alguém? Lavo, passo, cozinho, danço, canto, sapateio e dou conselhos. Aceito pagamentos em tiquiti, vali-refeiçan, milhagens, cadernos-de-emprego atualizados, hospedagem, entradas de cinema, vale-pipoca, danoninho, etecetera.
"Ai Brasil que eu sou (...) porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir!"
(A parte pobre da escrita é minha mesmo. A poética apropriada dum Mário de Andrade citado em encarte "Brasileirinho" de Bethânia)
Encerrada a fase clausura pro 2ª fase! Durante a temporada tive a impressão de que tudo andava girando em torno do Exame de Ordem. Pessoas, livros, notícias, todos ao par do evento. Nesse clima a família telefona reiteradas vezes para acompanhar a tensão. A vó Zinha faz até uma novena e invoca toda proteção das divindades.
E de repente apercebe-se que o tempo todo é isso. É o vestibular, a carteira de habilitação, o primeiro emprego, o concurso...
Mas aquilo ali terminou. Ontem saí de curriculum debaixo do braço à procura de emprego. E de repente: nunca tinha visto tanta gente fazendo a mesma coisa! Enquanto passeava de canto-a-canto à busca das agências via dezenas de outros sujeitos salpicados na massa andante no mesmo passo, carregando semelhante intenção.
A procura antes do carnaval é estratégica. A chance de que ocorra um advento desses trabalhísticos é reduzida, o que aumenta a probabilidade de expandir a temporada do "ócio criativo".
De volta à vida cotidiana-cíclica, rio enquanto posso. Eis aí meus serviços à disposição. Alguém, alguém? Lavo, passo, cozinho, danço, canto, sapateio e dou conselhos. Aceito pagamentos em tiquiti, vali-refeiçan, milhagens, cadernos-de-emprego atualizados, hospedagem, entradas de cinema, vale-pipoca, danoninho, etecetera.
"Ai Brasil que eu sou (...) porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir!"
(A parte pobre da escrita é minha mesmo. A poética apropriada dum Mário de Andrade citado em encarte "Brasileirinho" de Bethânia)