sábado, 19 de novembro de 2005 



Isso é uma coisa linda, não?!

(...)
Um lugar deve existir
Uma espécie de bazar
Onde os sonhos extraviados
Vão parar
Entre escadas que fogem dos pés
E relógios que rodam pra trás
Se eu pudesse encontrar meu amor
Não voltava
Jamais

(Chiquito Buarque D'ollanda e Edu Lobo, no caso, interpretada por Bethão)

sexta-feira, 11 de novembro de 2005 

Sou uma tal que entra de cabeça nas coisas... (qualquer coisa)

 

O infante, desde cedo, comendo livros

 

Dona Tia e seus dois Sobrinhos...

 



Caída...

Sempre fui agraciada com o adjetivo estabanada. E confesso fazer jus à matéria, pois não me intimidam postes, pedras, cadeiras ou outros seres passantes. Se estiver no meu caminho, é certo que vai haver um encontro direto.

Por conta dessa flor de delicadeza e cuidados, não me faltaram alertas sobre meus passeios de bicicleta, moto, carro... qualquer coisa potencializante.

E quem disse que se ouve bons conselhos?

Ontem fui dormir pra lá das três e acordei as seis da matina. Depois dessas exaustivas três horas de sono, passei quatro digitando número após número, num relatório infindável. Finalmente chegou a hora do almoço.

Empulerei-me na moto e vim para casa em rapidez tal que quem visse pensaria que minha mãe estava na forca e o baquinho já balançava.

Cheguei até a rua de casa sem percalços. Parei, abri as porteiras e disparei acelerada para a rampa na entrada de minha casa. Traída pela máquina e apodrecida pelo cansaço, que se esperaria? A motocicleta me põe numa manobra espetaculosa. Parou no meio da subida e começou a descer. Os pés de uma pessoa com a gloriosa estatura de um-metro-e-sessenta-e-cinco passavam longe do chão, balançando inutilmente à procura da base. Sem maiores perspectivas que não do fatal tombo, empacotei-me em cima de outra moto que estava parada próxima e fiquei embolada naquele castigo.

Além dessa rica oportunidade de zombar da própria sorte(?) ainda me sobraram dores nas canelas.

sábado, 5 de novembro de 2005 

SUSSUARANA
HeckelTavares/ Luiz Peixoto

Faz três sumana que na festa de Santana
O Zezé Sussuarana me chamou pra conversar
dessa bocada nós saimo pela estrada
ninguém num dizia nada fumo andando devagar
a noite veio, o caminho tava em meio
eu tive aquele arreceio que arguém nos pudesse ver
eu quis dizer sussuarana vamo imbora
mas virge nossa senhora cadê boca pra dizer?
mais adiante do mundo já bem distante prendemo a suspiração
invregonhado ele partiu para o meu lado
ó virge dos meus pecados me dê absorvição
foi coisa feita, foi mandinga, foi maleita
que nunca mais indireita que nos botaro é capaz
sussuarana meu coração num me engana tu num vorta nunca mais.