Caída... Sempre fui agraciada com o adjetivo estabanada. E confesso fazer jus à matéria, pois não me intimidam postes, pedras, cadeiras ou outros seres passantes. Se estiver no meu caminho, é certo que vai haver um encontro direto.
Por conta dessa flor de delicadeza e cuidados, não me faltaram alertas sobre meus passeios de bicicleta, moto, carro... qualquer coisa potencializante.
E quem disse que se ouve bons conselhos?
Ontem fui dormir pra lá das três e acordei as seis da matina. Depois dessas exaustivas três horas de sono, passei quatro digitando número após número, num relatório infindável. Finalmente chegou a hora do almoço.
Empulerei-me na moto e vim para casa em rapidez tal que quem visse pensaria que minha mãe estava na forca e o baquinho já balançava.
Cheguei até a rua de casa sem percalços. Parei, abri as porteiras e disparei acelerada para a rampa na entrada de minha casa. Traída pela máquina e apodrecida pelo cansaço, que se esperaria? A motocicleta me põe numa manobra espetaculosa. Parou no meio da subida e começou a descer. Os pés de uma pessoa com a gloriosa estatura de um-metro-e-sessenta-e-cinco passavam longe do chão, balançando inutilmente à procura da base. Sem maiores perspectivas que não do fatal tombo, empacotei-me em cima de outra moto que estava parada próxima e fiquei embolada naquele castigo.
Além dessa rica oportunidade de zombar da própria sorte(?) ainda me sobraram dores nas canelas.