domingo, 26 de setembro de 2004 

Grandes emoções do esporte

Foi um longo tempo de regrado sedentarismo(ou quase isso), salvo pelos meus singelos alongamentos na hora do banho.

Com esse meticuloso preparo físico parti para disputar um tal de "jogos interclasses", coisas de "escola", das quais fugi durante a época propícia.

Agooooooora, justo agooooora... (leia na entonação arrastada de Calcanhoto, fazfavor) resolvi continuar a quebra dos paradigmas. É certo, certíssimo que eu não tinha sequer o equipamento apropriado e só joguei futebol nas mesmas circunstâncias no ano passado. Cri que um ano sem dar sequer um curto galope não seria nada, o espírito esportivo me transformaria e ali conseguiria proezas atletísticas inenarráveis.

Quase isso. O tempo todo segurando a retaguarda, não precisei ir até a bola. Foram três explêndidos lances: duas cabeçadas e um tombo com a popa no chão. Depois que aquela coisa redonda e pesada pousou sobre minha cabecinha de bigorna, pensei que já não deveria estar ali. Mas a torcida - como ignorar seus apelos - coisa de uns três ou quatro namorados das jogadoras vibravam do lado do campo e eu resisti, afinal, não tínhamos reserva e era preciso dar essa contribuição para a equipe.

Segunda bolada no côco! Raios duplos! Não tinham dito que essas coisas não acontecem assim duas vezes no mesmo sítio? Vi que não podia então cntar com a sorte, despi do espírito e pensei forte: agora vou por pra fora o "fenômeno" que mora em mim.

Na primeira oportunidade que a bola veio parti para cima. De repente uma garota de compleição forte (jogadora de peso) veio dividir o lance comigo. Uma lááááástima meus amigos. Cada uma foi prum lado, a bola para fora e eu ao chão, com o corpo teso, sem conseguir me levantar.

Recobrei a consciência senil e percebi que poderia ser o caso de uma "bacia" quebrada. Nem tanto, mas meu cóccix foi avariado. Saí entre suores e tremores do campo. Água, gelol, inspira, respira. Isso não podia ficar assim.

Não contente entrei novamente na arena. Estava pelo fim de mim e da partida. Foi o bastante, tomei um chute na canela que fez crescer um ovo lindo, de tons verdes e arroxeados, que faz lembrar a cada passo que eu tenho a canela direita (ao menos por enquanto).

Game Over. 3 x 1 para aquelas...

PS: Enquanto algumas levavam aquela expressão de derrota e revolta com o time das gordinhas massacradoras, saí manca e torta, mas aliviadíssima com o fim da ignorância.

quarta-feira, 1 de setembro de 2004 

Ensaio-de-um-ensaio sobre a cegueira

É hoje! Começa a contagem, são 30 dias para escrever uma tal duma monografia. Fecha-se o ciclo de cinco anos e deixo para compilar tudo assim, sapecado, no tapa.

Isso é o de menos. Escrever potoca, como podem perceber esses fiéis que acompanham os lero-leros da Fulana desde seu primeiro esboço, não é problema (ressalve-se, claro, pode ser que ninguém de fato tenha feito essa peregrinação, não há pecado que peça tanto, mas vá lá, ao menos meu "anjo-de-guarda" deve vir no encalço, já conta).

Mas o que eu estava matutando agora não tem nada a ver com isso. Arquitetava um Ensaio sobre a Cegueira Gauche. Vai longe o tempo em que só me envolvo com tudo que de mim está distante. As coisas que procuro estão sempre em lugar diverso da minha situação (Tem "pobrema" essa garota, hum?).

A paixão é cega, a Fulana é míope e os ouvidos se fazem moucos para tudo que é racional quando é esse o assunto. O coração toupeira mais apanha que bate e ainda acha graça, ri das cabeçadas. Mas enfim, esse trololó agora não vai levar a lugar algum.

Conversê brabo esse para um quarta-feira, eim? Xôôô!

Volverei ao submundo para preservar o sono tranqüilo da sociedade.

Beijos.

Beijos??? Ah, já somos íntimos, não?