domingo, 30 de maio de 2004 


Meses de alta turbulência, muita conta, pouco dinheiro, um cadim de saúde no bolso que não dá pra vender.

Aquele projeto de me empiriquitar dentro de um vestido foi adiado. Fui testemunhar o casório de minha irmãzinha mas não tive disposição para feitos impressionantes. Recolhi-me dentro de um singelo risca de giz no frio das montanhas Gerais.

Depois de quatro meses de greve na faculdade, conseguimos jubilar o tirano professor de filosofia, um monstro quase incorporado ao patrimônio histórico da PUtifícia Caótica. Ele caiu! Eu já não cria mais nessa possibilidade, inda que continuasse na fileira dos grevistas sumariamente reprovados.

O melhor disso é que não trocamos seis por meia dúzia. Temos aulas de reposição aos sábados, de 13h às 17h, com um professor muito bem humorado (também pudera, para dar aula nesse dia e horário, só assim).

Perdi a aula inaugural do moçoilo simpático. Não bastasse chegar atrasada, tive a pachorra de indagar o rapazote se ele tinha sido seminarista. Estatelou-se, olhou-se dos pés à cabeça, encarou-me e lascou: não, por quê, acha que eu tenho jeitinho de veado?

É, ele realmente tem um jeitinho um tanto delicado, mas como é campineiro, bem, a gente entende. Como era meu primeiro questionamento, não lhe disse de cara assim a verdade. Ainda bem, logo depois, falando de Montaigne ele comentou sobre aquela história de que a verdade não combina com humanidade. Ninguém conseguiria sobreviver dizendo o que pensa, assim, na lata, não obstante alguns de seus alunos sejam muito sinceros, como a moça que conversava com ele e o disse que estava com mau hálito, ou a outra que pediu para o reparar um pouco e depois de observar afirmou que ele estava muito brega.

Enfim, terminada a aula refestelamo-nos nas cadeiras de um botequim, na filosofia pura, no embalados por alguns gorós. Dá para intuir que se essas aulas vão render, não?

Estou de volta... com a mesma precariedade.

domingo, 2 de maio de 2004 


Disseminação Artificial

Primeiro porque gostei, segundo porque não há nada em mim que não me sabe a coisa triste para ser publicada. Assim vai a receita de Mariana Alcoforado, idéia do fulano "walrus, o único com coraçãozinho na barriga..."

"gostei disso

1. Pegue o livro mais próximo de você;
2. Abra o livro na página 23;
3. Ache a quinta frase;
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções. "

"ENCONTRANDO APENAS AS NUVENS QUE PASSAVAM E A GRANDE CLARIDADE"