E sabe como fui definida esta semana? Desligada, esquecida, má, egoísta, egocêntrica, complicada, instável. E não é só: gosto mais daquela do que de mim.
Fiquei calada, é inconteste, não sou benta, como diria minha Vó Zinha.
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Semáforo aberto, o sujeito cruza sua barca na frente.
Viro aos céus a palma da mão abrindo os braços, num questionamento universal do trânsito traduzido como: qual é, que quer fazer seu jacu?
Ele põe a mão pra fora, faz gesto debochado.
Nao me seguro, faço outro gesto pra ele, mas o meu é mais sucinto, usei um só dedo, o médio.
Agora sim, a troca de cortesias passa pra fase oral.
Emparelhou sua condução, abriu a janela e bradou: Vá fazer uma plástica!
Ainda não entendi isso... Só ser for na buceta de sua mãe (pensei, bem baixinho)...
Mandei a resposta padrão: - Vai pra puuuuulllllllta que o pariu!
Fecho o vidro, rio da nossa babaquice.
Perdi. Nessas horas minha contagem não passa de três. Impaciência do cão.