segunda-feira, 29 de março de 2004 

Realmente não posso me queixar de não ter sido lembrada depois de encontrar em meu e-mail essa estimulante, carinhosa e sobretudo personalizada mensagem:

Data: Sun, 28 Mar 2004 00:35:37 -0300
De: emacao@folha.com.br [guardar endereço]
Para: fulanagauche@ig.com.br

Assunto: =?Parabéns por essa data?=


Prezado(a) FULANA GAUCHE,

Hoje é o seu dia!

A equipe do Folhainvest em Ação, deseja que as suas iniciativas prosperem
e se realizem da melhor maneira possível, que você tenha sempre disposição
para lutar por seus objetivos e garra para novas conquistas.
FELIZ ANIVERSÁRIO !!!

São os votos da

Administração - Folhainvest em Ação.

-------------------------------------

E quem há de me dizer que isso não foi um gesto personalísssimo? Afinal, investimento e ação é o que menos tenho tido nessas quase três décadas.

 


Palavras da "saudosa"* Adriana Calcanhotto definem exatamente o estágio desse blog:

SEM ORDEM
SEM HARMONIA
SEM BELO
SEM PASSADO
SEM ARTE
SEM ARTÉRIA
SEM MATÉRIA
SEM ARTISTA
SEM VOZ
SEM FORMATO


E mais um recadinho para meia dúzia:

Alexandru, anda faltando tudo nessa cabeça. Para coroar essa fase em que ando em (f)alta, lanço mão do velho ctrl C + Ctrl V + MPB. A pobreza, esse mal cancerígeno, espalha-se. Pelo menos não é contagioso... teu blog tá uma belezura! :-)

Aos que tiveram o prazer de falar comigo ontem, no píncaro de meus vinteseis anos, desenbocando nos vintesete, um aperto de mão, um abraço e uma esfregada nas costas, esse típico cumprimento familiar nas Minas Gerais.

Volto em breve. Hasta!

*dizeres sinceros e pesarosos do Sr. Li, culiado com D. Caroline

quinta-feira, 25 de março de 2004 


Loba da própria boba...

O que não parece com o dono é roubado, diz minha sábia Vó Zinha.

Anteontem cheguei em meu cativeiro e fiquei ainda mais pálida. Estava tudo revirado, colchão prum lado, roupa pra outro, rádio relógio no meio do quarto, som na porta do banheiro, pia cheia, computador atravessado na porta de saída (que é de entrada também). Um furdunço sem tamanho.

Num segundo listei todo meu vasto arquivo de desafetos e cheguei a conclusão de que aquele "modus operandi" era de ninguém menos que: EU!

quarta-feira, 24 de março de 2004 


Pausa de descompasso...

 


Falo desenfreadamente.
Boceja.
Releio cartas, poemas...
Boceja.
Lamento, empaco numa manha.
Boceja.

E no fim só mesmo a pequeno Drummond está aqui para lembrar daquele 24 de março de 2001.

Choro.

segunda-feira, 22 de março de 2004 


Partem-se-me...

Só agora tomo ciência de que a menina alegria deixa de mostrar sua graça pelas bandas de cá. Elas vão se indo, se rindo... primeiro acabou-se o jogo com a Dama. Agora foi a vez dela, os olhos sérios dissimulam e, arredios que são, miram proutros devaneios, ocultos e anônimos.

Se antes já ficava a murrinhar por causa de estar só as duas burrinhas, máquina e eu, tanto mais dura vai ficando essa resistência.

Agarro a Dona do Palácio , pego pelos cabelos o SuperID e pela falta deles o Desculpe-se (ainda que teimosamente contrariado) e vou pastando à base de Capimcanela.

Se agüentem aí! Enquanto não me vou ao Rio, nado de braçada contra a maré densa.

Xô-urucubaca!

sábado, 20 de março de 2004 


Faltam oito para os vinte-e-sete...

Vamos fugir? Tô cansada de esperar...

...Mandar tudo pr'aquele lugar e fugir
com você pra Shangrilá...

Que seria de mim meu Deus sem o affair de Antônio? Poderia ser até lá mesmo, no Amparo do moço que chama Copa de Dilícia!

Aquele abraço pra quem fica...

 


Tinha tanto...

Tinha tanto medo de solidão
que nem espantava as moscas

(Mia Couto)


*** A pessoa chega num ponto que só o velho e bom Freud com suas "tiorias" para explicar. Inevitavelmente, toda vez que vou digitar o nome do moçambicano aí de riba escrevo COITO. ***

 


E sigo a regogitar uma solidão indigesta
Num vôo perco chão, a esclerótica fica inundada

Estou cansada.

sábado, 13 de março de 2004 


Dia movimentado, programação apertada. Lavar, comer, lavar, comer, telefonar, rasgar, comer, escrever, ser comida.

Lamentavelmente, dessa vez quem me papou foi o leão do imposto de renda. Se depender de meus proventos ele fica mirradinho, definha e morre.

À medida que da meia noite se aproxima o dia, o tédio que driblei durante se amontoa. Não vejo nada (nem ninguém) que me apeteça fazer nessas Campinas.

Sabe o que eu QUERO?

Eu queria que você viesse
Penso tanto que quase acontece
Porém se eu decidir não me enganar assim
Talvez o meu pranto tenha fim

Se você ouvisse minha prece
Não quisesse me ver tão aflita
Sonhar não custa nada
EU QUERO TANTO AINDA
GRATA TE DARIA UMA SALIVA

JUNTO COM VOCÊ A VIDA IMPERA
NOSSO 3x4 NA CARTEIRA
Vendo a meia-lua, a luz e meia
ROGO QUE ME FAÇA UMA VISITA

EU SONHO TANTO PORQUE TANTO LHE AMO ASSIM
O SONHO É SANTO PORQUE TRAZ VOCÊ PRA MIM (...)


"Sonho meu... sonho meu... vai buscar quem mora longe, sonho meu..."

 

"É o tal negócio, não tem modos!"

Eis aí um das verdades irrefutáveis de mamãe para mim.

A-ca-bei de quebrar uma das minhas xícaras favoritas. Estava bebendo uma amaldiçoada coca-cola com os olhos arregalados e fixos na tela do computador. Achei que já tinha aprendido o trajeto entre uma golada e outra e, quando fui pegar a bichinha que estava bem ao lado da televisão bati na asa, pronto, pegou vôo.

Coc-aí-na mesa, coca no chão, no computador. O bom é que o carpete é um ótimo absorvente e não é meu. O ruim, minha xicrinha não voará mais.

Amanhã não haverão xícaras sujas de ontem. As outras estão servindo de aparador para lápis e caneta. O jeito será comer todo requeijão para aproveitar seu cristalesco recipiente.

Vida em cativeiro tem dessas coisas. Já são quatro meses nessa alcova, sem cama, sem cadeira e agora, de asa quebrada.